Honrar pai e mãe

28 06 2007

“Honra teu pai e tua mãe, a fim de que tenhas vida longa na terra que o Senhor, o teu Deus, te dá” (Êxodo 20.12).

“Honra teu pai e tua mãe” – este é o primeiro mandamento com promessa – “para que tudo te corra bem e tenhas longa vida sobre a terra” (Efésios 6.2).

por Abigail Linhares

Que interessante estes dois textos bíblicos. Algo totalmente oposto ao que temos visto nos dias de hoje. Mais interessante ainda é saber que essas palavras saíram da boca e das mãos do próprio Deus ao escrever os Dez Mandamentos.

Deus diz “Honra”. Ele não diz apenas para obedecer ou atender. Mas honrar. Segundo o Dicionário Aurélio, honrar significa “Conferir honra; dar crédito ou merecimento a (…) Cobrir de honra; distinguir com honrarias; dignificar, enobrecer, estimar, respeitar, acatar; venerar, lisonjear”. Quantos adjetivos! Honrar é colocar o outro em lugar de honra. É agradá-lo e acatá-lo mesmo quando não concordamos. É bem mais que obedecer.

Como filha, posso dizer que na maioria das vezes essa não é uma tarefa fácil. Até em obedecer somos falhos, quanto mais em honrar. Muitas vezes temos que abrir mão de algo que estamos fazendo para poder atender ao que nosso pai ou mãe nos pediu para fazer. Muitas vezes eles nos privam de algo que nem é errado. Daí o conflito: Se rebelar ou aceitar. A segunda opção é sempre é a melhor. Mas não é apenas aceitá-la e depois passar o resto do dia de cara amarrada. Não! É aceitar pelo amor e honra que se deve aos pais. Eles nos deram tudo. Criaram-nos. Tiveram o trabalho de trocar nossas fraldas e de nos ver no meio da noite. Foi nossa mãe que carregou o “peso” na barriga por nove meses e foi ela que sentiu as dores do parto. Foram eles que compraram nossas primeiras roupas e calçados. Nossa papinha…. E tantas coisas mais.

É clichê dizer, mas algo que eles sempre nos dizem: “Nós queremos sempre o melhor para você”. E é verdade!

Voltando ao mandamento de Deus, é ótimo saber que esse é o primeiro mandamento com promessa. Se o cumprirmos, teremos a terra como herança. Ou seja, seremos prósperos em tudo que fizermos.

Nossos pais não são perfeitos, assim como nós também não. Eles já erraram e continuaram a errar algumas vezes. Mas sempre serão nossos pais. Deus lhes deu autoridade e responsabilidade sobre nossas vidas. Se todo filho compreendesse isso, o mundo estaria bem diferente, para melhor. Afinal, tudo começa em casa.

E não nos esqueçamos da promessa. Pense em coisas práticas que você pode fazer para honrar seu pai e sua mãe. Eles agradecerão.

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Desafiando Gigantes

23 06 2007


Nos seus seis anos como técnico de futebol americano de uma escola, Grant Taylor nunca conseguiu levar seu time Shiloh Eagles a uma temporada vitoriosa. E ao ter que enfrentar crises profissionais e pessoais aparentemente insuperáveis, a idéia de desistir nunca lhe pareceu tão atraente. É apenas depois que um visitante inesperado o desafia a acreditar no poder da fé que ele descobre a força da perseverança para vencer.

Assistimos esse filme hoje a noite e creio que ele mexeu com nossas estruturas. Espero que esse filme seja usado por Deus para trazer mudanças radicais em minha vida e na vida de cada jovem de nossa mocidade.

Pr. Antonio Francisco





Como estar satisfeito sem ter tudo que deseja

16 06 2007

por Antonio Francisco

Neste sabádo compartilhei com os jovens sobre o texto bíblico de Eclesiastes 2.1-11. Salomão teve tudo que quis. Ele adquiriu propriedades, tinha muitas mulheres, muitas riquezes, enfim, o que você pensar que alguém possa desejar, ele satisfez a si mesmo. Mesmo assim ele disse que tudo era inútil. Para ele que de tudo experimentou, o que importa mesmo é temer a Deus e guardar os seus mandamentos, isso é o essencial para todo ser humano (Ec 12.13).





Para quem quer namorar

9 06 2007

praquemquernamorar.jpgpor Antonio Francisco

“Mulheres de Jerusalém, eu as faço jurar pelas gazelas e pelas corças do campo; não despertem nem provoquem o amor enquanto ele não o quiser” (Ct 2.7).

Deus criou homem e mulher e os fez com a necessidade um do outro. O namoro é o modo que a sociedade encontrou para que duas pessoas se conheçam pela amizade e se comprometam no noivado que as leva ao casamento. Consideramos o namoro um aspecto importante nas relações sociais.

Por isso, neste dia 9 de junho aconteceu em nossa igreja um encontro de pais e filhos e para conversarmos sobre o tema: “Para quem quer namorar”. O Pastor Antonio Francisco ministrou o estudo. Leia a mensagem clicando aqui.





A profissão mais antiga

9 06 2007


Três homens estavam conversando e discutiam qual tinha a profissão mais antiga.
O primeiro falou:
– A minha profissão é a mais antiga. Quem você acha que ajudou a construir a Arca de Noé? Um marceneiro é claro!
O segundo:
– Que nada, a minha é muito mais antiga. Quem você acha que plantou todas as árvores e flores do Jardim do Édem? Um jardineiro!
Terceiro:
– Vocês estão por fora, a minha é sem dúvida a mais antiga. Quando Deus falou “Haja Luz”, quem vocês acham que fez toda a instalação elétrica?





Pai nosso

9 06 2007

Uma criança de três anos perguntou à avó:

– Avozinha, porque é que na oração do Pai Nosso só pedimos “o pão nosso de cada dia”? Não seria melhor pedir pão para toda a semana?
– Deus é muito bom, por isso ele não nos quer dar pão duro! – respondeu a avó da criança.





Ser mais você

9 06 2007

Patrícia Rabelo

Nada como contar até dez pra deixar a raiva passar. Dar tempo ao tempo pra ver as situações com distanciamento e clareza. Como se fosse do ponto de vista do seu melhor amigo, aquele que dá os melhores conselhos justamente porque a situação não é com ele. Reações enfurecidas e passionais ficam sempre tão sem sentido depois que a raiva passa.Acho que isso é ser mais você.  É se permitir uma tranqüilidade que desaprendemos, se é que um dia a tivemos. É não querer ser dono de ninguém, porque, desista, você nunca será mesmo. Uma conhecida minha, psicóloga organizacional, certa vez falou que queremos possuir as coisas, porque as pessoas nós nunca possuímos. Ciúme, posse e dependência são apenas nomes diferentes pra disfarçar uma insegurança que é nossa, e que não tem a ver com o fato do Marcelo não ter ligado ou a Aline não ter aparecido. O indiano Krishnamurti disse que “na verdade ninguém satisfaz ninguém. Nós delimitamos essa possibilidade, por alguma razão pessoal. O amor está além da satisfação. Há amor quando não há exigências, intolerância, cobranças e ciúmes”. Então nem adianta trocar o Marcelo pelo João ou Aline pela Roberta, vai mudar muito pouco se o problema estiver em você. E também qual a graça de ter um robô do seu lado? Que presta conta de tudo o que faz, de com quem fala e “não faz nada errado” só porque está sendo monitorado e cobrado? Se não há escolha nem liberdade, não há mérito. Bom mesmo é fazer ou deixar de fazer algo por convicção e não porque você está sendo filmado. Alguém já falou que “ética é quando ninguém está vendo”. É isso aí. Ser mais você não tem nada a ver com ser egoísta. Ao contrário, é altruísmo, porque o altruísta quer ser feliz e permite que o outro seja também. Ser mais você é estar de bem com você mesmo e com os outros, sem precisar cobrar desses outros algo que quem tem que se dar é você. É pegar o leme da própria vida, ser seu próprio capitão, assumir a responsabilidade (= habilidade de dar respostas) pela sua felicidade. Não é ser bobo, nem aceitar tudo não… Nada a ver com isso. Até porque quem aceita tudo passivamente está na mesma situação daquele que é autoritário. Os dois relacionam sua felicidade a um outro ou a coisas que estão lá fora: o primeiro aceita ser dominado “pra não perder o que já tem e que é melhor do que nada”, e o segundo quer sempre dominar “pra garantir o que já conseguiu e continuar se dando bem”. Refiro-me simplesmente a encontrar o seu eixo, a não cobrar demais dos outros nem esperar que um “super-homem venha nos restituir a glória”, como já disse o Gil. Ora, os outros já têm que dar conta dos seus próprios problemas e expectativas. E até o bonitão superpoderoso do Super-Homem (ooh lah lah) tem sua criptonita. O cara muda o sentido de rotação do planeta, pára um trem, salva a humanidade, mas até ele tem seu ponto fraco. Pra que a toda hora se armar até os dentes, sempre pronto pra guerra? Além de cansativo, esse é o nosso erro na grande maioria das vezes: levar tudo a ferro e a fogo, indignando-se por pouco, querendo prestar contas de cada palavra dita, de cada gesto esperado – muitas vezes, nem nos prometeram, nós que viajamos – e não cumprido.  Mas é justamente aí, ao exigir nossos “direitos” perante o outro, que cometemos um engano. Algumas coisas não podem ser exigidas, porque, vindo dessa forma, perdem grande parte do seu valor. Cobrar amor, reconhecimento, respeito, honestidade? Ninguém tem que lhe dar o que você já tem, e que só basta encontrar dentro de si. Fora que ninguém agüenta a pressão da cobrança por muito tempo. Acho que por isso os começos são tão mágicos, tão encantadores: todo mundo é franco-atirador. Há uma sensação de que não se tem muito a perder, daí pouco se cobra ou se exige. As pessoas, nos começos, são mais leves. Mas depois essas mesmas pessoas começam a achar que são donas – da amiga, do namorado, da esposa, do computador na empresa – e que têm que “cuidar do que é seu”. Na verdade, mais que em cuidar, muitas estão preocupadas em “se apossar do que é seu”. Aí complica.

Como diz o texto que se atribui ao escritor argentino Jorge Luís Borges, seja leve. Ponto. Se algo insiste em não estar bom pra você, não insista mais. Pegue seu boné e “on the road”. Sempre haverá outras pessoas, outros lugares, outros trabalhos, outras paixões que parecerão pra vida toda, outros projetos… Melhores, piores ou simplesmente diferentes daqueles aos quais você se acostumou. Mas o importante é que a escolha será sempre sua. E, fazer como naqueles jogos de criança em que você dizia “passo!” ou “bandeirinha!” também não ajuda. Porque não fazer escolhas já é uma escolha. Talvez a mais perigosa delas. Deixe a vida correr no seu próprio ritmo e viva. De bem com você. Ponto. Sem precisar inventar que está bem ou querer parecer bem, porque esse bem-estar artificial é ilusório. Não passa de efeito Photoshop. Criar uma falsa impressão de estar por cima sem estar é cosmético, não é medicinal. Fica bonito na hora e só pra quem está vendo de fora, mas não resolve o problema. Melhor tomar uma atitude medicinal, então: seja você com todos os ônus e bônus que isso implica.  Se surgir uma viagem pra China, pra Índia, para as Maldivas, vá. Avise aos amigos, mande notícias de um cyber de lá, mas vá. Se for uma viagem pra uma praia que fica logo ali a 60km, vá. E, se for só pra curtir no seu quarto, curta. A quantidade de quilômetros não importa. O que quer que você tenha ou sinta, seja felicidade, equilíbrio interior, tristezas ou angústias, irão com você, independentemente da distância que você “per-corra”. O que importa é passar por cada experiência, permitir-se o que cada momento traz. Enfim, viver em vez de sobreviver. E aproveite. Só isso. Seja feliz com você. E por você. E, paradoxalmente, quando você menos precisar das pessoas é quando mais você as terá por perto. Elas naturalmente vão se encantar e querer cada vez mais sua companhia, pois sua felicidade será algo autêntico. Sim, será verdadeira porque virá de dentro e, por isso mesmo, será genuinamente contagiante.